quinta-feira, 9 de maio de 2013

Falcatruas Maçônicas (II): "CNJ pune magistrados por desvio de recursos para loja maçônica em Mato Grosso"





Em decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou hoje (22) a aposentadoria compulsória de três desembargadores e sete juízes acusados de desvio de recursos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso em benefício de uma loja maçônica, localizada em Cuiabá. O desvio supera R$ 1 milhão, valor que o Ministério Público tentará recuperar por meio de ações judiciais.


Segundo o CNJ, o desembargador José Ferreira Leite, presidente do TJ-MT entre 2003 e 2005, determinou o pagamento de créditos em atraso a magistrados. O dinheiro era repassado para quitar a dívida de R$ 1,074 milhão acumulada pela cooperativa de crédito da Loja Maçônica Grande Oriente, também presidida por Ferreira Leite.

São verdadeiras confissões do desvio de verba do tribunal para a maçonaria, disse o ministro Ives Gandra, relator do processo no CNJ, acrescentado que o pagamento dos créditos atrasados era feito de forma privilegiada.

Em vez de atender aos critérios que contemplariam os 357 juízes do estado, o pagamento priorizava os escolhidos por Ferreira Leite. Segundo Gandra, em janeiro de 2005, três desembargadores e dois juízes da direção do TJ-MT receberam mais de R$ 1 milhão. O presidente do tribunal recebeu, entre dezembro de 2004 e fevereiro de 2005, R$ 1,2 milhão. Como diz o ditado popular, farinha pouca, meu pirão primeiro, afirmou o ministro.
A defesa do desembargador alega que, por fazer parte da administração do tribunal, era direito seu receber mais pela carga de responsabilidade.

Além de Ferreira Leite, a decisão do CNJ atinge os desembargadores José Tadeu Cury e Mariano Alonso Ribeiro Travassos, e os juízes Antônio Horácio da Silva Neto, Irênio Lima Fernandes, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, Graciema Ribeiro de Caravellas, Marcelo Souza de Barros, Marcos Aurélio dos Reis Ferreira e Maria Cristina Oliveira Simões.

Crescente militarização chinesa é preocupante, diz relatório do Pentágono






(Do Epoch Times)

A administração Obama identificou pela primeira vez publicamente o regime chinês como o responsável por uma grande campanha de ciberespionagem, como parte de um relatório anual, quase o dobro do ano anterior, sobre o crescente poder militar da República Popular da China (RPC).



O relatório publicado pelo Departamento de Defesa dos EUA também chama a atenção para a implementação chinesa de tecnologia avançada para acompanhar o ritmo armamentista norte-americano e inclui uma seção especial sobre as capacidades de satélites de sensoriamento remoto da China.

Embora especialistas tenham apontado para a ciberespionagem que emana da China há anos, o relatório é a primeira vez que o governo dos EUA reconheceu publicamente incursões cibernéticas do regime. Mesmo assim, foi o Pentágono, em vez da Casa Branca, que fez a indicação.

Fazendo referência a um relatório de pesquisa de 2012 do Instituto Projeto 2049, o repórter de segurança nacional Bill Gertz advertiu que “a 3ª Secretaria do Departamento Geral de Pessoal do Exército da Liberação Popular [ELP] é provavelmente a principal autoridade de vigilância cibernética”, que tem por anos “coordenado uma campanha de espionagem cibernética contra alvos no governo dos EUA, na indústria e nas redes de computadores de institutos de pesquisa”.

A aparente desatenção do Departamento de Defesa sobre esta análise e a resposta ambígua às provocações chinesas no ciberespaço são motivo de preocupação para muitos especialistas em segurança.

“O Gabinete do Secretário de Defesa entendeu claramente embora não de todo correto historicamente do ponto de vista chinês”, diz William Hagestad II, autor de “21st Century Chinese Cyberwarfare” e consultor sobre cibersegurança chinesa, num e-mail. “A RPC irá ao extremo para prevenir o controle comercial e militar estrangeiro sobre o domínio da informação chinesa no século 21.”

O Pentágono disse que as operações de informação do ELP têm reforçado sua flexibilidade e capacidade de resposta, o que beneficiará suas operações de campo, bem como seus processos de tomada de decisão. Ciberataques também seriam uma ferramenta eficaz para o exército chinês durante um cenário de guerra ou crise, para interromper a comunicação, navegação e radares dos EUA, indicou o relatório.

O relatório dedica uma seção à grande implantação de satélites de imagens e sensoriamento remoto pela RPC sob uma variedade de missões. Estes satélites podem fornecer apoio militar direto, assim como inteligência sobre forças militares estrangeiras, infraestrutura crítica e alvos de significado político. Os satélites também são bases para a realização de experimentos científicos, levantamento e mapeamento de recursos terrestres, bem como de desastres e monitoramento do clima.

A RPC continuará a aumentar suas forças de satélite com o lançamento planejado de 100 satélites até 2015. Esses lançamentos incluem satélites de imagem, sensoriamento remoto, navegação, comunicação e científicos, bem como uma nave espacial tripulada.

Richard D. Fisher, membro sênior do Centro Internacional de Avaliação e Estratégia, levantou dúvidas a respeito da resposta do Pentágono sobre as últimas capacidades de armas convencionais da China, num e-mail ao Epoch Times.

“O governo teve pelo menos uma década de avisos sobre a implantação iminente do míssil balístico antinavio DF-21D”, disse ele. “Então, por que não houve um programa de emergência para desenvolver defesas promissoras como canhões eletromagnéticos, lasers e outras armas de energia?” *

Fisher continuou, “Este relatório diz que a China pode produzir até 20 submarinos classe Yuan equipados com propulsão de ar independente, o que representa um aumento em relação a estimativas anteriores do governo dos EUA de 15 desses submarinos. É hora de Washington se tornar muito mais sério sobre seus compromissos de 2001 e vender oito novos submarinos convencionais para Taiwan?”

___

* Nota de Mundividência: a frouxidão traidora de sucessivos governos norte-americanos ante ao Estado chinês explica boa parte da vulnerabilidade da potência da América setentrional (e por tabela, de todas as nações que desgraçadamente se confiaram sem reservas à proteção dos Estados Unidos). As recidivantes capitulações traidoras da plutocracias euro-americanas custará caro: a China e a Rússia, tão logo detenham suficientes vantagens estratégicas, lançar-se-ão à conquista e aniquilação dos países do Atlântico Norte.


VER TAMBÉM:
Aviso aos espertalhões

Agitação obscena

Terrorismos e globalismos



De Maria Santíssima, Mãe de Deus e Advogada nossa (II)




"Maria Santíssima, diz o grande polemista, é Mãe de Cristo e Mãe de Deus. A carne de Cristo não foi primeiro concebida, depois animada, e enfim assumida pelo Verbo; mas no mesmo momento foi concebida e unida à alma do Verbo. Não houve, pois, intervalo de tempo entre o instante da Conceição da carne, que permitiria chamar Maria "Mãe de um homem", e a vinda da majestade divina. No mesmo instante a carne de Cristo foi concebida e unida à alma e ao Verbo"

São Cirilo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Os pedreiros que demolem a Igreja em vez de edificá-la junto a Cristo




“Vi a Igreja de S. Pedro. Uma multidão de homens estava tentando derrubá-la, enquanto outros a reconstruíam constantemente. Linhas conectavam estes homens com os outros e outros através do mundo inteiro. Impressionei-me com a perfeita sintonia deles.

Os demolidores, na sua maioria apóstatas e membros de diferentes seitas, quebravam todas as peças e trabalhavam segundo regras e instruções. Eles vestiam aventais brancos amarrados com fitas azuis. Neles haviam bolsos e tinham colheres de pedreiro presos à cintura. A vestimenta dos outros era variada.

 Havia, entre os demolidores, homens distintos vestindo uniformes e crucifixos. Eles não punham a mão na massa, mas marcavam sobre as paredes com a colher, indicando onde e como devem ser derrubadas. Para o meu horror, vi entre eles, sacerdotes Católicos. 

Quando os trabalhadores não sabiam como continuar, eles procuravam alguém certo do seu partido. Este tinha um livro grande que parecia conter todo o plano do edifício e a maneira de destruí-lo. Marcava exatamente as partes a serem atacadas com a colher, e logo elas vinham abaixo. Trabalhavam silenciosamente e com confiança, porém, astutamente, furtivamente e cuidadosamente. Vi o Papa rezando, cercado por falsos amigos que freqüentemente faziam o oposto daquilo que ele ordenava ...” 

Pg. 565 da Vida de Anna Catherine Emmerich, Vol. I, Rev. K. E. Schmörger, Tan Books, 1976

terça-feira, 7 de maio de 2013

Recauchutando o comunismo: notícias que jamais saem na grande mídia brasileira


Documentário alemão afirma que Cuba esteve por trás do assassinato de Kennedy



(Do blog
Calabar escreve)





Um documentário da rede estatal televisiva 
alemã ARD, chamado "Encontro com a morte", afirma que Havana usou Lee Harvey Oswald para assassinar o Presidente John F. Kennedy em 22 de novembro de 1963. A produção custou 850 mil euros e foi produto de três anos de investigações no México e nos Estados Unidos da América.


Lee Harvey Oswald, um simpatizante de Fidel Castro que morou na União Soviética foi o assassino do Presidente Kennedy, segundo a Comissão Warren, criada em 29 de novembro de 1963 por Lyndon B. Johnson para investigar o crime. O relatório da Comissão concluiu que Oswald agiu sozinho, tese que ficou conhecida como "teoria do atirador solitário".
Wilhelm Huismann e Gus Russo, realizadores do programa de 90 minutos, afirmam que Oswald foi recrutado pelo serviço secreto cubano, o G-2, e recebeu durante sua estada no México em setembro de 1963, a proposta de disparar contra Kennedy. O futuro assassino teria viajado ao México semanas antes do crime para encontrar-se com oficiais de alta hierarquia do G-2. Um ex-chefe do G-2, Fabián Escalante, negou categoricamente a suposição.

Huismann assinala que a suposta luta entre Kennedy e Fidel Castro foi ganha por este último, depois que os norte-americanos fracassaram em seu objetivo de matar o líder cubano durante a invasão da Baía dos Porcos, em 1961. "Este erro político de Kennedy desencadeou uma cadeia de acontecimentos que, como uma antiga tragédia, devia forçadamente acabar com a morte de um dos dois protagonistas", disse o realizador do documentário.

No programa aparece o depoimento de Óscar Marino, um ex-agente cubano que afirmou que Oswald "estava cheio de ódio, e tinha a idéia". "Nós o usamos", acrescentou. Ele também declarou que Cuba temia que Kennedy quisesse matar Castro. Todavia, se absteve de dizer se Fidel realmente ordenou a morte do Presidente dos EUA.

Outro dos depoimentos filmados no documentário é o de Laurence Keenan, um ex-agente do FBI que tinha sido enviado ao México para seguir Oswald, e que foi substituído três dias depois, interrompendo a sua missão. "Talvez esta tenha sido a pior investigação na história do FBI. Dei-me conta de que tinha sido usado. Senti vergonha. Perdemos um momento histórico", declarou Keenan, que acrescentou: "Foi uma hora amarga para o FBI. Por motivos políticos tivemos que calar. Ainda me envergonho disso".

Ao que parece, o sucessor de Kennedy, Lyndon B. Johnson, foi quem ordenou a retirada da missão, apesar de estar convicto da responsabilidade de Cuba no famoso crime, para evitar uma possível III Guerra Mundial, segundo Keenan. Ele disse estar esperançoso que as futuras gerações saibam mais da verdade sobre o assassinato quando muita informação deixar de ser confidencial, no ano 2038.

Jornal cubano contesta

O jornal Granma publicou com destaque uma notícia em que contesta a veracidade do documentário produzido na Alemanha. O artigo:Kennedy, conspiración en Hamburgo ("Kennedy, conspiração em Hamburgo"), assinado por Gabriel Molina diz: "Após pesquisar nos Estados Unidos e em Cuba sobre as causas do assassinato, foram determinadas, entre outras, as intenções do Presidente Kennedy de normalizar as relações com Cuba, além de outras não menos importantes razões de política interna."

Segundo o artigo do jornal: "Um dos objetivos colaterais do assassinato do presidente John F. Kennedy foi banir a Revolução Cubana. Mas esse fim não foi conseguido e eis a razão secreta para que, 42 anos depois, a conspiração continue existindo."

De acordo com o Granma, uma das hipóteses possíveis para o assassinato do Presidente Kennedy teria sido um "conluio entre a Máfia e a CIA".

Os sofismas acerca do casamento e sobre a liberdade



(Do blog Perspectivas)


Rafael: As núpcias da Virgem Maria, 1504.



Aqui há tempos escrevi 
um verbete com o título “Afinal, há ateus inteligentes”. Gostaria de sublinhar que se tratou de um título corrosivo, por assim dizer, porque para além de haver vários tipos ou categorias de inteligência e não apenas um tipo, não tenho nenhuma razão objectiva para afirmar que as várias categorias de inteligência dependem da adesão à religião. Ou seja, incorri voluntariamente numa falácia non sequitur.


Hoje, através do Twingly.com, descobri esta referência a esse verbete. Mas antes de mais, convido-vos a ler este discurso do liberal inglês Nick Clegg (PDF), que faz parte do actual governo “conservador” liderado por David Cameron. E vou explicar por que a minha divergência em relação aos liberais (de esquerda ou de direita) é de fundo, ou seja, é fundamental.

Nick Clegg, como todos os liberais de direita, é a favor de um Estado mínimo, por um lado, e por outro lado é a favor da autonomia radical do indivíduo (neste último aspecto coincide com os liberais de esquerda). Por “autonomia radical do indivíduo” entende-se (também) a libertação do indivíduo em relação aos determinismos naturais que são a condição da sua existência.

Porém, a contradição da direita liberal (que não existe na esquerda liberal!) é a de que para se conseguir a autonomia radical do indivíduo, os liberais de direita precisam da intervenção e intrusão do Estado na vida privada do indivíduo. Por exemplo, quando Nick Clegg defende a ideia da criação de infantários gratuitos (pagos pelo Estado) para todas as crianças a partir dos 18 meses de idade, no sentido de “libertar” as mães da chatice de aturar os filhos, por um lado, e por outro lado para permitir que as mães possam trabalhar na fábrica ali ao lado, em vez de ter que aturar a criancinha em casa.

Tudo o que seja pré-determinado pela natureza é detestado pelos liberais (de esquerda e de direita). É nisto que consiste a autonomia radical do indivíduo: a putativa libertação de quaisquer amarras naturais. A diferença é a de que enquanto os liberais de esquerda são coerentes e defendem abertamente que um Estado forte deve intervir para “libertar o indivíduo de si próprio” (como se fosse possível que a libertação do indivíduo de si próprio possa vir do exterior do indivíduo), os liberais de direita defendem uma contradição em termos: um Estado mínimo, por um lado, e a intervenção desse Estado mínimo como garantia da autonomia radical do indivíduo, por outro lado. Aliás, verificamos essa contradição da direita liberal no que respeita à salvação dos Bancos falidos: um liberal de direita que se preze é contra o Estado, mas é a favor que o Estado salve os Bancos privados, socializando as dívidas privadas (bovinotecnia).

Existe uma terceira via, que é a dos libertários – com a qual também não concordo. A lógica dos libertários (por exemplo, Margaret Thatcher ou Ron Paul) é em tudo semelhante à dos liberais de direita (isolamento e atomização do indivíduo ou cidadão face ao Estado mínimo), com a diferença de que os libertários consideram os condicionalismos naturais do indivíduo (a sua facticidade) como um valor quase absoluto, e apenas e só depende da vontade do indivíduo, isolado face ao Estado, ultrapassar esses condicionalismos e determinismos naturais. Os libertários são social-darwinistas.

Uma quarta via defende que o Estado deve ser suficientemente forte para se ocupar daquilo que lhe diz estritamente respeito. Por exemplo, a defesa nacional em relação a perigos externos, ou a vigilância de fronteiras e da zona marítima exclusiva nacional. Ou garantir que as áreas públicas ou privadas, por exemplo nas áreas do ensino ou dos cuidados de saúde, coexistam na sociedade sem que o privado se sobreponha notoriamente ao público, e vice-versa. Esta quarta via defende que a sociedade se organiza por comunidades que se interpõem entre o Estado e o indivíduo, assegurando a este último a capacidade de melhor se defender da intrusão do Estado na sua vida privada. Essas comunidades podem ser de inúmeros tipos, desde uma associação de bombeiros voluntários de uma pequena localidade, até a uma qualquer comunidade religiosa auto-organizada a nível nacional. O Estado deve criar as condições necessárias para que essas comunidades da sociedade civil – quaisquer que sejam, embora dentro da lei de um Estado de Direito que tenha em conta a lei natural – se auto-organizem facilmente. O Estado não deve criar obstáculos, políticos ou burocráticos, para que a sociedade se auto-organize em comunidades. Esta visão da política é a antítese da preconizada por Rousseau e “alinha” mais com Locke. É assim que eu vejo o conservadorismo ou conservantismo (por exemplo, Ronald Reagan): um Estado suficientemente forte para se ocupar estritamente das suas coisas próprias (da sua missão a nível nacional), que incorpora no Direito Positivo a lei natural, e que se afasta da privacidade do cidadão ou indivíduo.

Tanto os liberais (de direita como Nick Clegg ou Passos Coelho, embora este esteja próximo do libertarismo), e de esquerda como Barack Obama ou António José Seguro), são universalistas ou internacionalistas, ao contrário dos conservadores que colocam a nação em primeiro plano. Por outro lado, para os liberais, o indivíduo é intermutável (ver a crítica profética de Alexis de Tocqueville à democracia americana que se materializa hoje com Obama), ou seja, tanto vale um determinado indivíduo como outro qualquer (e vem daí o facilitismo liberal em relação ao aborto).



No caso do “casamento” gay aplica-se o mesmo princípio conservador: o Estado deve apenas reconhecer que o casamento (entre uma mulher e um homem) já existia antes de o Estado aparecer. E portanto o Estado não tem que se meter na instituição do casamento. Qualquer intrusão do Estado na instituição do casamento acaba por ser, de uma maneira ou de outra, uma intrusão na vida privada do cidadão.

O texto referido parte de vários sofismas; e eu não sei se esses sofismas são propositados ou se são produto de ignorância.

1/ o casamento é uma instituição, e não um simples contrato que por sua natureza pertença à exclusivamente justiça comutativa. E ¿por que é que o casamento é uma instituição e não um mero contrato? Porque se o casamento fosse apenas um contrato, a família não seria ela própria uma instituição e seria, em vez disso, um produto de um contrato – porque a instituição da família decorre da instituição do casamento.


¿O que significa instituição? A instituição é uma forma de organização de vida social que a sociedade dá a si mesma para assegurar a sua perenidade.

¿O que significa contrato? O contrato é um acordo efectuado por escrito entre várias pessoas implicando compromissos recíprocos.

Portanto, qualquer pessoa com inteligência mediana pode verificar aqui a diferença entre instituição e contrato. Uma instituição pode eventualmente prever a celebração de um contrato que é imposto pelo Estado; mas um contrato reconhecido pelo Estado não dá necessariamente origem a uma instituição. Uma instituição é muito mais do que uma relação de amizade reconhecida pela polícia: dois ou três amigos que se juntam e partilham cama e mesa não constituem uma instituição (ver definição acima de instituição).

Se nós vemos o casamento apenas e só como um contrato, então vemos a família apenas como produto e consequência de um contrato – e não como uma instituição. E se a família natural e nuclear não é, em si mesma, uma instituição, a sociedade tem a sua morte anunciada, porque ainda não se descobriu uma alternativa para a família natural como base celular da sociedade.

E agora vamos à definição de casamento: o casamento é uma instituição (ver definição) que se caracteriza pela aliança entre a mulher e o homem – a aliança entre os dois géneros – com a sucessão das gerações.
2/ outro sofisma do escriba é o de que a liberdade é reduzida à liberdade negativa, que é aquela que consiste em não ser impedido de agir – a de não ser impedido por outrem naquilo que desejamos fazer, ou a liberdade de se exprimir sem censura. Em contraponto, a liberdade positiva é a liberdade do cidadão-legislador, segundo o princípio de autonomia de Kant, que consiste em tomar parte nas decisões políticas e públicas, e de co-exercer a autoridade em geral. Mas a liberdade positiva não é concebida, pelo escriba, como fazendo parte do conceito de liberdade.

Para o referido escriba, só existe a liberdade negativa, por um lado, e por outro lado existem “direitos” que se reivindicam do Estado “à vontade do freguês”.

Segundo ele, qualquer “freguês” tem o direito de inventar e reclamar um qualquer “direito” que se lhe aprouver, em função exclusiva da liberdade concebida negativamente. E ninguém tem nada a ver com isso. Por exemplo, e caricaturando, se um “freguês” quiser reclamar o direito a enrabar galinhas em público, exerce a sua liberdade negativa, por um lado; mas por outro lado, em função da sua liberdade negativa, esse “freguês” tem todo o “direito” de reclamar do Estado a legalização do “direito” a enrabar galinhas em público – e ninguém tem nada a ver com isso! Podemos não gostar da ideia segundo a qual um freguês reclame o “direito” de enrabar galinhas em público; mas isso é problema dele!, e não temos nada a ver com isso …

Portanto, a liberdade não é só negativa, por um lado, e por outro lado, os direitos humanos transformados, em si mesmos, em uma política, conduzem à abolição dos direitos humanos. A liberdade concebida exclusivamente como negativa, e os direitos humanos como política, conduzem à atomização da sociedade, e por isso a um qualquer tipo de tirania e/ou de totalitarismo, e finalmente à abolição dos próprios direitos humanos.


3/ como vimos, para desconstruir um simples texto sofistico, precisamos de muitas mais palavras. Como escreveu Olavo de Carvalho:

“A mente humana é constituída de tal forma que o erro e a mentira podem sempre ser expressos de maneira mais sucinta do que a sua refutação. Uma única palavra falsa requer muitas para ser desmentida.”

Catecismo sobre o sedevacantismo



(Do blog Apologética Católica)




O sedevacantismo é uma das conseqüências mais estranhas da crise que ocorreu após o Vaticano II. Neste texto vou postar em forma de catecismo as informações que acumulei ao longo dos anos sobre esse "fenômeno" e fazer a crítica delas (sempre levando em conta os referenciais católicos - Revelação + Magistério infalível + vida dos Santos).


1. O que é sedevacantismo?

Sedevacantismo é a teoria dos que pensam que os papas mais recentes, os papas do Concílio Vaticano II, não foram realmente papas. Conseqüentemente, a Cátedra de Pedro não estaria ocupada. Isso é expresso pela fórmula latina “sede vacante”.

2. Qual a origem dessa teoria?

Essa teoria foi concebida em reação à grave crise na qual a Igreja foi jogada desde o Concílio, crise que o Arcebispo Lefebvre chamou de “terceira guerra mundial”. A principal causa dessa crise tem sido a negligência dos Pontífices Romanos, que ensinam ou deixam que se propaguem sérios erros em matérias como o ecumenismo, a liberdade religiosa, a colegialidade, etc.

Os sedevacantistas pensam que papas genuínos não poderiam ser responsáveis por uma conjuntura como essa e, decorrentemente, eles não os consideram verdadeiros.

3. Os sevacantistas concordam entre si?

Não, longe disso. Há muitas posições diferentes, existem diferentes escolas. Alguns pensam que o Papa atual é um antipapa, outros que ele é apenas parcialmente Papa, um Papa “materialiter” mas não “formaliter”.

Alguns sedevacantistas consideram sua posição como uma “mera opinião” e consentem em receber os sacramentos de padres não-sedevacantistas, enquanto outros, chamados “ultra”, transformam isso numa matéria de fé e recusam a assistir uma Missa onde o padre reza pelo Papa. O que é comum entre todos os sedevacantistas é que eles pensam que não se deve rezar pelo Papa em público.

4. O que quer dizer ser papa “materialiter”?

A principal dificuldade do sedevacantismo é explicar como a Igreja pode continuar a existir de uma maneira visível (já que ela recebeu de Nosso Senhor a promessa de que duraria até o fim do mundo) estando privada da sua cabeça. Os partidários da autoproclamada “Tese Cassiciacum” surgiram com uma solução muito sutil: o corrente Papa foi validamente eleito, mas não recebeu a autoridade devido a um obstáculo interior (a heresia). Assim, de acordo com essa teoria, ele é capaz de agir de algumas maneiras para o bem da Igreja, como na escolha dos cardeais (que são cardeais “materialiter”), mas não é realmente Papa.

5. Que pensar dessa solução?

Em primeiro lugar, essa solução não é baseada na Tradição. Teólogos (Caetano, São Roberto Bellarmino, João de São Tomás, etc.) já examinaram a possibilidade de um papa herege, mas nenhum antes do Concílio tinha divisado tal teoria. Isso também não resolve a principal dificuldade do sedevancatismo, saber como a Igreja continua visível se o Papa, os cardeais, os bispos, etc. são privados de sua “forma”, ou seja, com nenhuma hierarquia visível tendo sobrado. Além disso, essa teoria tem sérios defeitos filosóficos pois supõe que a cabeça pode ser cabeça apenas “materialiter”, isto é, sem autoridade.

6. Os sedevacantistas são cismáticos?

Não, pois não negam o poder de jurisdição do sucessor de Pedro, "só" dizem que X ou Y não é Papa.

7. Os sedevacantistas são hereges?

Não, pois não negam nenhuma verdade de Fé (é verdade que haverá sucessores de Pedro até o fim do mundo, mas não é verdade que um interregno não se poderia prolongar).

8. O que são os sedevacantista e qual o problema deles?

Os sedevacantistas são católicos que aderiram a um erro teológico com conseqüências graves.

9. Os "conclavistas" são sedevacantistas?

Não, não são. Eles não são sedevacantistas e nem são católicos, pois, ao elegerem um Papa, se tornaram uma seita no sentido teológico do termo.

10. Os feneítas são sedevacantistas?

Não, os feneítas (pelo menos os que o são de maneira pura) são hereges e, portanto, não são católicos, sedevacantistas ou não. Na prática, esses hereges se apresentam como católicos neo-conservadores (no estilo Legionários de Cristo) ou como sedevacantistas. Daí a confusão.

11. Os sedevacantistas têm alguma particularidade litúrgica?

Sim, de maneira geral eles usam as rubricas de São Pio X para o rito romano tradicional na celebração da Missa, dos outros sacramentos e para o Ofício Divino.

12. Qual a origem dos principais grupos sedevacantistas?

Ela é muito variada. De maneira simplista eu poderia dizer o seguinte:

Em Econe havia três tendências entre os seminaristas:

1) A dos que seguiam estritamente o que dizia D. Lefebvre.

2) A dos que procuravam um reconhecimento oficial para a resistência.

3) A dos que que rejeitavam tudo que tivesse relação com o que acreditavam ser modernismo.

No começo da FSSPX essas tendências conviveram sobre a mesma estrutura.

O primeiro grupo deu origem a atual FSSPX e comunidades amigas.

O segundo à Fraternidade de São Pedro e similares.

O terceiro aos sedevacantistas.

Já nos anos 70 eles eram reconhecidos pela ligação com as rubricas de São Pio X, tanto para a Missa quanto para o Breviário.

O atual distrito da FSSPX nos EUA, entre os anos 70 e 80, era dividido em dois. Num deles o terceiro grupo comendava e teve muito sucesso em seu apostolado (o primeiro Capítulo da FSSPX deixa livre para cada distrito decidir que rubricas usar).

Com o tempo, D. Lefebvre entendeu que para a resistência era bom ter uma uniformidade e foi surpreendido pela resistência dos americanos. Pesquisando sobre o assunto descobriu que a ligação com as rubricas era relacionada com um sedevacantismo velado e não com uma mera preferência.

Chamou a atenção dos padres, mas eles não aceitaram as colocações do Arcebispo e foram expulsos. Logo em seguida, D. Lefebvre ordenou alguns seminaristas americanos e se surpreendeu com o fato deles, um dia depois, abandonarem a FSSPX e se juntarem ao grupo de padres expulsos.

Esse grupo formou a FSSPV e se tornou famoso nos EUA pela qualidade acadêmica de suas escolas e apostolado agressivo. Contudo, eles tinham um sério probema: não tinham um bispo!

No debate que se seguiu, o grupo se dividiu e uma parte dele acabou conseguindo uma sagração pela linha do Arcebispo vietnamita Thuc. É o dos bispos Dolan e Sanborn, que reputo o grupo sedevacantista mais dinâmico do mundo.

Ele matém contato com outras organizações no México, Argentina, França, Bélgica, República Tcheca e Itália e possui um dos melhores (academicamente, apesar do erro sedevacantista) seminários da resistência. Alguns sites:

http://www.traditionalmass.org/

http://www.sgg.org/

http://www.mostholytrinityseminary.org/

O resto do grupo continuou a se denominar FSSPV e acabou conseguindo a sucessão por meio de um bispo de Porto Rico. Até onde sei, a FSSPV sofre de um certo sectarismo sociológico.

O bispo emérito de Arecibo, em Porto Rico, D. Alfred Mendez, sempre foi um crítico da situação da Igreja no pós-concílio. Não sei se ele era sedevacantista, mas o fato é que apoiou a FSSPV, seja financiando o famoso programa que esse grupo tinha na TV americana, seja ordenando padres e, por fim, ordenando um bispo (mas a ordenação desse bispo só foi divulgada após a morte de D. Mendez). Conheço algumas críticas as atitudes dele, mas após 12 anos de estudos da questão não as considero válidas. Recentemente a FSSPV ganhou um novo bispo. Para saber mais:

http://www.sspv-bishop.org/mendez.htm

O Arcebispo emérito de Hué P.M. Ngo-dinh-Thuc tem uma história mais longa e complicada. No começo dos anos 70 ele teve contato com D. Lefebvre, mas por já apresentar tendências sedevacantistas, não foi acolhido pela FSSPX. Se envolveu com as supostas aparições de Palmar de Tróia na Espanha e, por causa disso, acabou sagrando inúmeros bispos entre as pessoas que divulgavam as mensagens. Vendo, depois, seu erro (os malucos de Palmar de Tróia passaram a ser uma seita, com Papa e outras coisas estranhas) ele se arrependeu e pediu o perdão a Paulo VI. O Papa deu seu perdão. Contudo, após isso, o clero passou a rejeitá-lo e ele viveu um período isolado (ele era irmão do antigo presidente do Vietnã do Sul e, após a guerra, na qual boa parte de seus parentes foram mortos, não podia voltar a seu país). Vendo que a crise da Igreja continuava e agora com aquele escandaloso ecumenismo de João Paulo II o Arcebispo Thuc se declarou sedevacantista e sagrou dois bispos: o francês Guérard des Lauriers e o mexicano Moises Carmona. Deles deriva toda uma linha bem variada de bispos sedevacantistas. É interessante que o Arcebispo Thuc era uma figura muito querida por Pio XII. Para saber mais:

http://www.traditionalmass.org/articles/article.php?id=60&catna...

Vale notar que alguns outros grupos sedevacantistas conseguiram a sucessão por meio de bispos vétero-católicos convertidos e de bispos que tem sua linhagem derivada dos primeiros bispos sagrados na ICAB (e, portanto, com validade inatacável). Em fevereiro de 2002, um bispo da Igreja Ortodoxa Ucraniana, D. Yurii Yurchyk, teria se tornado católico e sedevacantista (mas as informações são desencontradas). Na República Tcheca temos bispos sedevacantistas que (antes de o serem, é claro) foram sagrados com autorização de Roma, mas secretamente durante o regime socialista nesse país.

13. Algum grande teólogo se tornou sedevacantistas?

Sim, o dominicano Guérard des Lauriers, que ajudou Pio XII na formulação do dogma da Assunção, era sedevacantista e foi sagrado bispo. Dele vem a "Tese Cassiciacum". O famoso exorcista e bispo sedevacantista Robert Fidelis McKenna (também dominicano) foi sagrado por Guérard. Questionado certa vez sobre a sagração de Guérard des Lauriers, D. Antôno Castro Mayer disse:

- Se é válido para Guérard, é válido para mim.

14. Fora do clero, há algum sedevacantista conhecido?

Sim, Mel Gibson.

15. Com as mudanças recentes em Roma algum grupo sedevancantista mudou de posição?

Sim, todo um grupo de freiras deixou o sedevacantismo em julho de 2008.

Conheço dois bispos (D. Terence Robert Peter Fulham, da Flórida, e D. Tom Sebastiam, de Los Angeles) que mudaram de posição (atualmente estão como a FSSPX) e, dependendo do que ocorrer, pretendem regularizar sua situação em Roma.

16. Existem sedevacantistas no Brasil?

Existem alguns leigos. Sempre houve um pequeno grupo, mas atualmente jovens estão sendo influenciados por sites e, por terem pouca experiência de vida (espiritual inclusive) e um conhecimento teológico deficiente, passaram a adotar essa posição.

17. Mas existem padres com essa posição no Brasil?

Há um padre próximo a essa posição, mas é um caso muito complicado e o nome dele vai comigo para o túmulo.

18. Me explique por favor como interpretar esta bula de Paulo IV, a famosa Cum ex Apostolatus:

"Se em qualquer tempo que seja aparecer um Bispo... ou ROMANO PONTÍFICE, que antes da sua assunção... houvesse se desviado da Fé ou incidido em alguma heresia, a sua assunção seja NULA, INVÁLIDA e VAZIA, inclusive se foi feita com o consentimento unânime de todos os cardeais... Não seja ela tida por legítima em parte alguma. Seja julgado ter-se atribuído a tais pessoas promovidas a Bispo ou Romano Pontífice uma faculdade nula para administrar em coisas ESPIRITUAIS e TEMPORAIS. Sejam sem força, todas e cada uma das coisas por elas faladas, feitas, praticadas e administradas de qualquer modo... Atribuam a elas uma firmeza inteiramente nula. Nem outorguem direito algum a elas. Sejam as mesmas pessoas..., SEM QUE DEVA SER FEITA ALGUMA DECLARAÇÃO superveniente, privadas, IPSO FACTO, de toda dignidade, posição, honra, título, autoridade, cargo e poder."

A Cum ex Apostolatus é um documento normativo, que só pode ser aplicado por uma corte legal, não por você ou por mim. O nosso discernimento pode ser usado para a proteção pessoal, mas não para ser transformado num interdito legal contra X ou Y. Resumindo: a não ser que alguém tenha sido declarado por uma corte legal como herege manifesto, sua subida ao trono papal é legítima. 

19. Ok, mas isso não seria cair no legalismo? Não é claro que um herege não faz parte da Igreja e, portanto, não pode ser a cabeça visível dela?

Não, isso não é cair no legalismo, é só dar o real valor que a bula citada tem.

E, de fato, um herege não faz parte da Igreja e não pode ser a cabeça dela. O problema dos sedevacantistas é não entender a complexidade do que isso significa. Veja, a bagunça começa com um falso princípio: alguém que ensina uma heresia é herege / um herege não pode ser membro da Igreja / o Papa ensinou uma heresia, portanto não é membro da Igreja.

Isso está errado, quem ensina uma heresia não é necessariamente um herege (no sentido estrito do termo).

Para ser herege essa pessoa, em primeiro lugar, tem de ter consciência que está falando uma heresia (portanto tem de se provar que pela sua formação ela teria a compreensão de negar uma verdade de fé), em segundo, isso teria de ser pertinaz e, no caso de alguém que ocupe um posto na hierarquia, teria de ser um comportamento público (em eventos públicos).

Aprofundando mais um pouco, podemos dizer que em diversos períodos conturbados da história da Igreja, gozou de grande atualidade a questão teológica da eventual queda de um Papa em heresia. Nesses períodos, tanto teólogos quanto moralistas e canonistas se empenhavam no aprofundamento do delicado problema, sem nunca chegarem, entretanto, a um acordo unânime e definitivo.

Passados esses momentos difíceis, os debates sobre a possibilidade de um Papa herege cessavam de atrair a atenção dos estudiosos. Em geral os autores lhe dedicavam, então, apenas umas poucas linhas, como quem recordasse um problema acadêmico e curioso, que provavelmente nunca amais voltaria a gozar de atualidade. Sobretudo do século XVII para cá, são raros os teólogos que se empenharam em aprofundar o assunto.

A partir do Pontificado de João XXIII, um observador atento poderia, entretanto, notar que o delicado assunto voltava aos poucos a interessar, não só nos meios especializados, mas também para os fiéis comuns. Todavia, pelo fato de tal problema ter ficado “dormente” por longo tempo, várias pessoas têm uma visão parcial dele, referindo-se a posição de algum teólogo famoso como a correta; não tendo uma visão de conjunto.

Na análise das diversas sentenças dos teólogos sobre a hipótese de um Papa herege, a classificação de São Roberto Bellarmino parece ser a mais aceita. Baseado nas considerações dele, Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira, sistematizou a seguinte relação de sentenças:

1- O Papa não pode cair em heresia (seus defensores se subdividem em três grupos: a) autores segundo os quais esta sentença constitui verdade de fé; b) autores segundo os quais está sentença é de longe a mais provável; c) autores aos quais esta sentença parece apenas mais provável que as outras);

2- Teologicamente não se pode excluir a hipótese de um Papa herege. Possui as seguintes variantes:

A) Em razão de sua heresia, o Papa nunca perde o pontificado (dos 136 teólogos examinados por Arnaldo Xavier, apenas Bouix é defensor desta sentença);

B) O Papa herege perde o Pontificado:

I- Perde assim que cai em heresia interna, isto é, antes de manifesta-la externamente (sentença que tinha como defensor o famoso teólogo Torquemada – tio do inquisidor de mesmo nome -; hoje está abandonada pelos teólogos);

II- Perde quando sua heresia se torna manifesta (seus adeptos se subdividem em três grupos: a) autores que entendem por “manifesta” a heresia apenas exteriorizada; b) autores que entendem por “manifesta” a heresia que, além de exteriorizada, chegou ao conhecimento de outrem; c) autores que entendem por “manifesta” a heresia que se tornou notória e divulgada de público. OBS: alguns autores não deixam inteiramente claro a qual desses três grupos se filiam).

III- Perde apenas quando intervém uma declaração de sua heresia por um Concílio, pelos Cardeais, por um grupo de Bispos, etc. Possui duas vertentes: a) Essa declaração será uma deposição propriamente dita (tal sentença é considerada herética, foi condenada pela Igreja, por aderir ao “conciliarismo”; é defendida por autores ditos progressistas nos dias atuais); b) Essa declaração não será uma deposição propriamente dita, mas mero ato declaratório da perda do Pontificado pelo Papa.

20. E qual dessas posições você adota?

Dentre essas várias sentenças me inclino (já que a Igreja não se manifestou oficialmente por nenhuma delas, todas podem ser aceitas, exceto a 2 B III a) pela 2 B II c, que é defendida por numerosos teólogos de renome, como o próprio São Roberto Bellarmino, Sylvius, Pietro Ballerini, Wernz-Vidal, Cardeal Billot, etc.

Vejamos a defesa dessa posição por São Roberto Bellarmino:

Logo, a opinião verdadeira é a quinta, de acordo com a qual o Papa herege manifesto deixa por si mesmo de ser Papa e cabeça, do mesmo modo que deixa por si mesmo de ser cristão e membro do corpo da Igreja; e por isso pode ser julgado e punido pela Igreja. Esta é a sentença de todos os antigos Padres, que ensinam que os hereges manifestos perdem imediatamente toda jurisdição, e nomeadamente de São Cipriano (lib. 4, epist. 2), o qual assim se refere a Novaciano, que foi Papa (antipapa) no cisma havido durante o Pontificado de São Cornélio: “Não poderia conservar o Episcopado, e, se foi anteriormente feito Bispo, afastou-se do corpo dos que como ele eram Bispos e da unidade da Igreja”. Segundo afirma São Cipriano nessa passagem, ainda que Novaciano houvesse sido verdadeiro e legítimo Papa, teria contudo decaído automaticamente do Pontificado caso se separasse da Igreja.

Esta é a sentença de grandes doutores recentes, como João Driedo (lib. 4 de Script. Et dogmat. Eccles. cap. 2, par. 2, sent. 2), o qual ensina que só se separam da Igreja os que são expulsos, como os excomungados, e os que por si próprios dela se afastam e a ela se opõem, como os hereges e os cismáticos. E, na sua sétima afirmação, sustenta que naqueles que se afastaram da Igreja, não resta absolutamente nenhum poder espiritual sobre os que estão na Igreja. O mesmo diz Melchior Cano (lib. 4 de loc., cap. 2), ensinando que os hereges não são partes nem membros da Igreja, e que não se pode sequer conceber que alguém seja cabeça e Papa, sem ser membro e parte (cap. ult. ad argument. 12). E ensina no mesmo local, com palavras claras, que os hereges ocultos ainda são da Igreja, são partes e membros, e que portanto o Papa herege oculto ainda e Papa. Essa é também a sentença dos demais autores que citamos no livro 1 “De Eccles.”.

O fundamento desta sentença é que o herege manifesto não é de modo algum membro da Igreja, isto é, nem espiritualmente nem corporalmente, o que significa que não o é nem por união interna nem por união externa. Pois mesmo os maus católicos estão unidos e são membros, espiritualmente pela fé, corporalmente pela confissão da fé e pela participação nos sacramentos visíveis; os hereges ocultos estão unidos e são membros, embora apenas por união externa; pelo contrário, os catecúmenos bons pertencem à Igreja apenas por uma união interna, não pela externa; mas os hereges manifestos não pertencem de modo nenhum, como já provamos.

(São Roberto Bellarmino, “De Romano Pontífice”, lib. II, cap. 30, p. 420).

21. Quais as saídas apresentadas pelos sedevacantistas?

Em geral eles apresentam três maneiras da Igreja sair da situação em que acreditam que ela está:
  1. Uma intervenção direta de Deus;
  2. A renúncia pelo Papa das heresias do pós- Vaticano II (naturalmente que está hipótese só vale para a ala que adota a  "Tese Cassiciacum" - ver questão 4);
  3. Um concílio geral imperfeito (Caetano e outros ensinam que, se o Colégio dos Cardeais ficasse extinto, o direito de eleger um Papa passaria para o clero de Roma, e depois para a Igreja universal - de Comparatione 13, 742, 745).

Carlos de Laet, paladino do Bem e da Verdade


Carlos de Laet, paladino do Bem e da Verdade



(De Apologética Católica)


Como sabemos, os grandes nomes de nosso país são esquecidos com facilidade, e se a pessoa em questão teve uma vida que não se enquadra nos atuais parâmetros culturais, o quadro é pior ainda. Carlos de Laet é um desses jogados no limbo. Além de monarquista, era um católico combativo, do tipo que foi levado a ação após o golpe republicano e que está na base do período áureo da Igreja em nosso país que se estende do final do século XIX até o desastre pós-conciliar. Por isso, fazendo companhia a postagens que fiz no meu blog (aqui e aqui trago um retrato sobre ele publicado na revista Vozes de setembro-outubro de 1947 (mais artigos de Carlos de Laet podem ser encontrados aqui): 


Leon Gautier dedica seu livro “La Chevalerie” a Cervantes, o demolidor da gloriosa instituição e ao mesmo tempo ele próprio o último dos cavaleiros, ao se levantar, de armas na mão, na batalha de Lepanto, em defesa da Cristandade contra o islamismo invasor. Não tem razão o paleógrafo francês. Em meio às ruínas da Cristandade, ainda costumam surgir, raramente embora, os Rolando e os Bayard. Cessaram as correrias de Roncesvales, os heróicos combates em campo raso cederam lugar à insidiosa guerra de trincheiras, e os assédios frontais às fortalezas foram substituídos pela técnica ultramoderna do paraquedismo. Em meio, porém, a essa ruína da antiga arte guerreira, perdura ainda o espírito que norteou os cruzados, graças à continuidade por assim dizer miraculosa do ideal da Cristandade.

Carlos de Laet encarnou entre nós o espírito do perfeito cavaleiro. Vivesse ele ainda hoje e esboçaria um sorriso irônico ao ouvir semelhante elogio. Não lhe emprestamos, entretanto, o papel de um moderno Dom  Quixote a investir contra rebanhos de carneiros e moinhos de vento. Nele vemos um autêntico sucessor de Bayard, fiel à Igreja, fiel à sua Pátria, fiel ao seu rei. Demonstremos, assim, de modo sumário, como o grande batalhador, cujo primeiro centenário de nascimento festejamos no dia 3 de outubro, obedeceu à risca, em toda a sua vida, aos dez mandamentos a que o citado Leon Gautier reduz o antigo Código da Cavalaria:

1) "Crerás em tudo que ensina a Igreja e observarás seus mandamentos". - Em Carlos de Laet ressalta em primeiro lugar o honroso título de católico. Dele se pode dizer o que pertence a Louis Veuillot de modo incontestável: não costumava pecar nem contra a Igreja nem contra a gramática. Infalível não era, nem estava livre de defeitos. Mas a qualidade de católico por completo informa toda a sua personalidade, todas as suas atitudes, sendo o verdadeiro centro propulsor de toda a sua vida de pensamento e de ação. Em um Brasil católico dominado em proporções assustadoras pela peste do liberalismo, soube manter intacta a sua ortodoxia e sua fiel observância da doutrina da Igreja. E este notável feito se baseava em uma coisa muito simples: como intelectual achava que seus conhecimentos religiosos não poderiam ocupar posição inferior à reservada aos conhecimentos profanos. Em segundo lugar - coisa ainda mais simples - não traía os seus conhecimentos da doutrina católica  e deles aceitava todas as conseqüências práticas: era um católico que vivia a sua Fé com um zelo inflexível e inquebrantável. Dele se pode dizer, portanto, que era fiel a tudo que ensina a Igreja e era escrupuloso observante de seus mandamentos.

2) "Protegerás a Igreja"- Instituindo a Santa Igreja colocou-a Nosso Senhor acima do poder de destruição dos homens, impedindo que as próprias portas do Inferno prevaleçam contra ela. Servos inúteis, quer porém Nosso Senhor que com Ele colaboremos na obra da Redenção do gênero humano. E como de Dom Silvério disse Carlos de Laet, qual novo Davi o católico não deve duvidar "baixar ao campo de batalha e apedrejar o incircunciso que afrontar as ostes de Israel". Laet foi, assim, denodado defensor da Igreja, descendo à liça todas as vezes que a causa católica o exigia. Numa época de ferrenho anticlericalismo e de vesgo jacobinismo, foi o escudo do "Frade Estrangeiro", o batalhador da causa do catecismo nas escolas, o adversário implacável do laicismo positivista e maçônico, que era a regra nos primeiros tempos da república. Era, certamente, uma das raras vozes isoladas que se faziam eco das palavras de ordem da hierarquia eclesiástica. Relembremos ainda suas campanhas contra o divórcio, contra o espiritismo, sua intrepidez e coragem de atitude diante, por exemplo, da decisão iníqua do governo Nilo Peçanha relativamente ao desembarque dos religiosos foragidos de Portugal. Em qualquer ponto ou lugar em que a Santa Igreja fosse atacada, ali estaria Laet na brecha, de espada em punho, a desferir golpes certeiros e cerrados contra as hostes da impiedade.

3) "Respeitarás os fracos, tornando-te seu defensor". - Estava Laet várias léguas da deturpação da caridade representada pelo sentimentalismo liberal. Implacável com os inimigos da Igreja e da Verdade, seu coração se achava sempre aberto para a colher os fracos e oprimidos. Todos os códigos humanos, inclusive o da Cavalaria, são simples amontoados de redundâncias em face do primeiro mandamento da Lei de Deus. O verdadeiro amor do próximo é simples reflexo do amor de Deus. Eis o que explica o amor de Laet pelos fracos e pequeninos. Vejamos seus combates em favor da justiça social, seus quase proféticos estudos sobre a questão social brasileira, a defesa da mocidade contra a perversão do ensino, da sociedade contra os desmandos da política  e da má administração pública, das classes operárias contra o socialismo subvertedor, e até da pobre gramática contra a invasão dos solecismos... A própria classe social das sogras, tão caluniada pelas "chocarrices da plebe", teve em Laet um leal e carinhoso advogado, para não nos referirmos a combates singulares em socorro de qualquer criatura injustamente agredida, de que é exemplo sua polêmica com Camilo Castelo Branco em defesa do desditoso Fagundes Varela.

4) "Amarás o país em que nasceste". - Justamente pelo fato de amar estranhamente à sua pátria, Laet foi até o fim da vida um reacionário intransigente. Em seu elogio ao grande brasileiro, o Barão de Ramiz Galvão, ao sucedê-lo na Academia Brasileira de Letras, como que pediu desculpas aos seus pares pelo fato de Laet ter sido adepto da forma monárquica de governo. A república o teria recebido com hostilidade, daí seu "crescente azedume" em relação ao novo regime. Eis um grave erro de apreciação. Seria injuriar a inteireza de caráter de Laet o julgá-lo capaz de aduzir argumentos em favor de seu ideal monárquico e de se mostrar fiel a ele por toda a vida... apenas porque fora inicialmente mal recebido pelos republicanos históricos... Respeitemos seu ponto de vista. A própria Igreja não nos impede que sejamos a favor desta ou daquela forma de governo, uma vez ressalvada a justiça. Laet foi um modelo de patriota e se não se conformou com a república, foi porque viu que ela havia sido artificialmente implantada no Brasil, por um golpe revolucionário a que o povo assistiu "beatificado", sem nele tomar parte, nada havendo que legitimasse essa violência. E Laet previa que tal ilegitimidade de origem seria a causa da ruína do princípio da autoridade no Brasil, abrindo a porta aos posteriores golpes e revoluções , que tantos males vem causando à nossa pátria. Dir-se-á que melhor seria colaborar, numa tentativa de passar o poder político para boas mãos. Em defesa de Laet frisemos que ele foi uma voz isolada que clamava no deserto, pois a colaboração era a regra, e nem por isso vemos os seus vaticínios deixarem de ser cumpridos.

5) "Não recuarás diante do inimigo" e 6) "Farás aos infiéis uma guerra sem tréguas". - Laet sustentou suas idéias com desassombro, numa época em que era perigoso fazê-lo. Na revolta da armada, em 1893, o Marechal Floriano entendeu, no dizer do próprio publicista, que à saúde de Laet e à de outros  concidadãos, "melhormente convinham as alterosas montanhas de Minas, não empestadas pelo estado de sítio". Ei-lo exilado, por não ceder diante do adversário. A 8 de março de 1897, Gentil de Castro, jornalista, seu companheiro de lutas, sucumbiu na estação de São Francisco Xavier, no Rio, trucidado por uma alcatéia de assassinos. Está fora de dúvidas que se tratava de um crime político, expiando o jornalista a feia culpa de permanecer monarquista dentro de um regime republicano e liberal que pregava a mais desenfreada liberdade de pensamento.. Também sabemos o que aconteceu com o Barão de Cerro Azul e seus companheiros. Não era, portanto, sem grandes riscos que um tribuno ou jornalista podia enfrentar o sectarismo dominante. Eis, portanto, uma prova da intrepidez de Laet, que nunca deixou de usar a funda de Davi diante dos Golias incircuncisos.

7) "Cumprirás exatamente teus deveres feudais, se não forem contrários à lei de Deus" e 8) "Não matarás e serás fiel à palavra empenhada". - Laet foi um cavaleiro fiel ao seu soberano. Esta virtude, os próprios republicanos sinceros não lhe podem negar. E o principal dever do cavaleiro em relação ao suserano é o da fidelidade. Deposto Dom Pedro II, essa fidelidade continua. E não apenas simbólica, mas real, até ao ponto de exigir sacrifícios. Engenheiro pela antiga Escola Central, hoje Politécnica, Laet, entretanto, vivia principalmente do magistério. Pois bem: pelo decreto n. 9 de 21 de novembro de 1889, fora substituído por "Instituto Nacional de Instrução Secundária" o "Colégio Pedro II" em que ela era professor. Em sessão da Congregação, a 2 de maio do ano seguinte, Laet com desassombro dirige um apelo ao governo solicitando a restituição do antigo nome, pois D. Pedro II fora desvelado patrono daquele estabelecimento de ensino. No dia imediato, o "Diário Oficial" publicava um decreto de demissão de Carlos Laet, que somente seria plenamente reintegrado no cargo durante o governo Venceslau Brás ... Vale dizer, cerca de vinte anos depois. Quanto aos outros dois deveres feudais, de justiça e de milícia, bem sabemos como Carlos de Laet os cumpriu. Foi sempre um fiel distribuidor de justiça, um rigoroso observante de Direito contra a teoria dominante dos "fatos consumados". E nunca deixou de acudir  com o auxílio da temível arma que era sua pena, quando o dever o conclamava à luta.

9) "Serás magnânimo, fazendo 'largesse' a todos" e 10) "Será sempre e em todo lugar o campeão do Direito e do Bem contra a injustiça e o mal". - As mancheias Laet distribuiu a "largesse" de sua palavra inflamada, de suas beneméritas campanhas, de sua sábia orientação nos complicados problemas em que se viu envolvido o laicato católico no Brasil, sempre dócil instrumento da hierarquia, sempre cioso de dar o pão da verdade à sociedade faminta e explorada pelos Shylocks da incredulidade e do ateísmo. Que dizer também da "largesse" de sua prosa amena, de seu "humour" incomparável, da graça e leveza de suas páginas literárias?

Fiel a Deus e à sua Pátria, magnânimo com os próprios inimigos, pois lhes desejava o maior dos bens que é a reconciliação com a Igreja e a sua bem-aventurança eterna, Laet foi certamente o campeão do Direito e do Bem contra a injustiça e o mal. Carlos Magno o aceitaria entre os seus pares.

De Maria Santíssima, Mãe de Deus e Advogada nossa



(Do site do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira - IPCO)





É frequente entre os devotos de Maria – com especial empenho no mês que é consagrado a Ela – favorecer o aprofundamento dos fundamentos que justificam tal devoção.  A este propósito recebi um e-mail que gostaria de repassá-lo a todos, mas, dado que o projeto é inexequível, valho-me deste site e a fim de repassar o valioso texto que meu amigo recebeu do próprio autor e referindo-se ao texto comenta que é uma “Bela explicação, comparativa, da mediação universal de Nossa Senhora.”



Apreciem:

“Por que necessitamos de Maria, se já temos a Jesus? Por que A chamamos mediadora ou medianeira, se São Paulo disse que Jesus é o único Mediador?
 Se eu tivesse que subir por uma ponte (Jesus) ao altíssimo céu, precisaria de um corrimão do começo ao fim: esse corrimão é Maria, cuja mediação não se acrescenta à de Jesus, senão que faz parte dela, como o corrimão faz parte da ponte. Não há concorrência. Maria não “é” o centro, mas “está” no centro.”

Miguel Ruiz Tintoré, sacerdote da diocese de Burgos, Espanha.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Manter a incorporação de Timor à Lusosfera: é preciso corresponder aos apelos dos lusófonos locais





(Do blog
Timor Lorosae Nação)

Díli, 05 mai (Lusa) - O presidente da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Francisco Guterres Lu Olo, afirmou hoje, dia da Língua Portuguesa, que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa precisa de fazer mais para defender o português.

"Há ainda muito a fazer pela defesa de uma língua que é nossa, pela defesa do nosso património comum", disse o ex-presidente do parlamento timorense em comunicado divulgado à imprensa.

Francisco Guterres Lu Olo sublinhou que na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) há "ainda cidadãos que não falam português" e que a defesa da língua é essencial para "ajudar a reforçar" a "identidade e a posição" daquela organização no mundo.

"Nos países da CPLP é possível e desejável que a língua portuguesa se consolide e que coexista em harmonia com outros idiomas nacionais, que enriquecem as nossas sociedades. Defender a língua portuguesa e aquilo que nos é comum não significa desrespeitar ou ignorar aquilo que nos é próprio, de cada país", disse.

Para Francisco Guterres Lu Olo, Timor-Leste precisa também de fazer "mais e melhor pela promoção e defesa da língua", salientando que o Estado timorense deveria prestar mais atenção ao dia da Língua Portuguesa, que não foi comemorado pelas autoridades timorenses.

O Dia da Língua Portuguesa foi assinalado em Díli pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua - com a projeção do documentário "Língua - Vidas em Português", de Victor Lopes, e com uma mostra de gastronomia portuguesa.