O tráfico de órgãos: em meio às denúncias de participação de membros da IDF no mercado negro de vísceras e tecidos humanos, o Estado de Israel prefere a desconversa regada a chantagem emocional à investigação das denúncias
É certo que o jornal sueco Aftonbladet não
é conhecido exatamente por um histórico de impecável confiabilidade. No
entanto, dada a gravidade da denúncia de prática de tráfico de órgãos por parte
de elementos da IDF (as Forças Armadas de Israel), seria interessante que o
governo israelense tratasse de investigar o alegado homicídio
com finalidade de coleta de órgãos perpetrado contra Bilal Ahmed
Ghanem em 1992. Em vez disso, o Primeiro Ministro de Israel, Binyamin
Netanyahu, prefere dizer que as acusações do jornal nada mais seriam que
reedições contemporâneas dos (indevidamente) desacreditados libelos de sangue,
e ainda chamou às falas o governo sueco, atribuindo a este responsabilidade na
difusão da denúncia ao não coibi-la - como se fosse coerente que um governo
liberal-democrático representativo aplicasse censura a seus veículos de comunicação.
Não bastasse a temerária tentativa de criar um incidente diplomático com a
Suécia imputando-lhe colaboração com a disseminação de uma acusação
supostamente caluniosa ao Estado e ao povo judaicos, o premiê Netanyahu ainda
atribuiu a alegada colaboração sueca na difamação de Israel e dos judeus a um
mal curado saudosismo dos tempos de discreta e informal parceria com Hitler na
perseguição aos judeus.
Fica a pergunta: por que Netanyahu preferiria assumir o ônus de desacatar o
governo sueco a dizer simplesmente que desconhece qualquer episódio de
envolvimento da IDF com tráfico de órgãos, e que estaria aberto a apurar com
rigor eventuais responsabilidades se porventura houvesse indícios sólidos de
ocorrência do crime entre as fileiras das Forças Armadas israelenses?
* * *
No estado norte-americano de Nova Jersey, uma quadrilha
de tráfico de órgãos foi desmantelada. Entre os integrantes, políticos,
funcionários públicos e ... cinco
rabinos ortodoxos sírios.
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